Visualização de dados no jornalismo: uma nova maneira de narrar

A cultura do “faça você mesmo” é essencial para lidar com dados no jornalismo. Essa orientação ficou clara durante a palestra “Jornalismo de Dados no Brasil” da 8ª Conferência Global de Jornalismo Investigativo, realizada na manhã de hoje (14). No jornalismo de dados, a notícia e a história são contadas a partir de informações complexas, como banco de dados desordenados e construídos sem propósitos didáticos. Para Filipe Speck, jornalista do jornal gaúcho Zero Hora e um dos palestrantes, “quem trabalha com banco de dados tem que seguir o autodidatismo”. José Roberto Toledo, coordenador do site Estadão Dados, também valorizou a iniciativa pessoal do jornalista em se interessar por estatística, programação, design e visualização.

Como utilizar ferramentas de buscas nas redes sociais

A corrida por cadeiras extras já anunciava a expectativa criada em torno da mesa “Monitorando redes sociais: para pautas quentes ou frias”, que aconteceu na manhã de sábado, segundo dia da Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que vai até terça  na PUC-Rio. Nils Mulvad, professor e sócio na empresa dinamarquesa de consultoria em jornalismo Kaas & Mulvad, encarou com bom humor os problemas técnicos e de espaço e incentivou os ouvintes a se “apertarem” para que todos pudessem acompanhar. “O trabalho que estamos fazendo tem que mudar e rápido. As mídias sociais e móveis são a chave para sobreviver”, anunciou o especialista em novos métodos de jornalismo de dados e uso de redes sociais. A previsão que, para muitos já está consolidada, ainda cria certo desconforto entre os mais reticentes a assimilar as novas plataformas de produção de conteúdo na web.

Oito ferramentas de pesquisa para investigações de negócios internacionais

A matéria investigativa está a um clique de distância. Mas, para achá-la, é necessário procurar no lugar certo. Marty Steffens da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, e Paul Radu, do projeto Reportagens de Crime Organizado e Corrupção, da Romênia, apresentaram, na Conferência Global de Jornalismo Investigativo, as melhores ferramentas de busca que não estão no Google. Elas são usadas como o pontapé inicial para quase todas as investigações sobre negócios internacionais. Segundo eles, o mais importante é fazer o seu próprio banco de dados.