Refinamento de dados em investigações: Microsoft Access e Google Refine

O primeiro dia da 8ª Conferência Global de Jornalismo Investigativo contou com uma programação recheada de oficinas sobre ferramentas digitais para facilitar o dia-a-dia dos jornalistas em suas investigações. “Bancos de dados não mentem para você, eles não dizem que vão te ligar depois nem ‘dizem sem comentários’, declarou o jornalista Mark Horvit, diretor-executivo da Repórteres e Editores Investigativos (IRE, na sigla em inglês). O palestrante, ao lado da treinadora da IRE, Jaimi Dowdell, deu dicas básicas para os participantes usarem o programa Microsoft Access durante a oficina “Uso de base de dados em investigações: como evitar erros e limpar dados”, realizada nesse sábado de manhã. À tarde, foi a vez do professor Nils Mulvad, da Escola Dinamarquesa de Mídia e Jornalismo, e do sociólogo Peter Verweij, fundador e diretor da empresa de consultoria e treinamento D3-Media, ensinarem a usar o software Google Refine na oficina “Como usar o Open Refine para limpar dados”. Veja abaixo como funcionam as ferramentas:

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Para diretor da IRE, jornalismo de dados é possível mesmo em países pouco transparentes

A transparência de governos e empresas desempenha papel importante para as investigações jornalísticas, mas, para Mark Horvit, diretor-executivo da Repórteres e Editores Investigativos (IRE, na sigla em inglês), “sempre é possível fazer jornalismo de dados, independente de onde você estiver”. Professor associado da Escola de Jornalismo da Universidade de Missouri, nos Estados Unidos, Horvit ministrou um workshop sobre uso de banco de dados para iniciantes, na Conferência Global de Jornalismo Investigativo. Segundo o jornalista, ótimos dados têm vindo de países onde o governo não colabora com a divulgação de números. “Em alguns países há a quantidade mínima (de informação), e em alguns lugares o governo não dá dado algum. Você encara matérias diferentes e, também, maneiras diferentes de conseguir o conteúdo”, destaca Horvit, especialista em Reportagem Assistida por Computador (RAC) e participante de programas como o Instituto Nacional de Reportagem Assistida por Computador (Nicar, na sigla em inglês).